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Modernidade: como fazer para não ir do estresse ao esgotamento total.

É quase impossível dissociar a vida de hoje em dia de um certo grau de estresse, maior ou menor, motivado por causas distintas: engarrafamentos, violência urbana, excesso de compromissos, fadiga por correr contra o relógio. Por outro lado, mudar de casa, de emprego, de escola, casar-se, ter um filho ou mesmo terminar um relacionamento podem ser deflagradores de estresse, causando medo, desconforto, preocupação, irritação, frustração, indignação e nervosismo.

Sinais e Sintomas

Dentre os principais sinais e sintomas associados ao estresse, alguns são muito característicos, como ritmo cardíaco acelerado ou batimentos fora de controle, respiração ofegante, sudorese, tremores, tontura, assim como intestino solto, necessidade frequente de urinar, boca seca e problemas para engolir alimentos.

Em certo grau, o corpo está preparado para lidar com situações de estresse e até mesmo alguns sintomas acabam sendo positivos, como, por exemplo, quando o coração bate mais para chegar mais sangue aos músculos e aumentar a força para a fuga. O problema é quando o estresse se torna excessivo e contínuo. Daí, pode causar aumento excessivo da pressão arterial e até problemas cardíacos.

Os sintomas físicos e emocionais também são muito característicos e compreendem: Exaustão emocional – fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de ser exigido além dos limites emocionais; Distanciamento emocional e indiferença e Diminuição da realização pessoal – falta de perspectiva para o futuro, frustração, sentimento de incompetência e fracasso.

Tipos de Estresse

Há um tipo de estresse, muito comum nos dias de hoje, causado por estresse crônico ocupacional, com sintomas físicos e emocionais que envolvem, principalmente, atividades ligadas ao trabalho. Trata-se da síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional. Suas principais características são estado de tensão emocional e estresse crônicos, que se manifestam especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.

A síndrome está associada ao estresse, mas também a fatores divididos em duas categorias: Organizacionais – jornada de trabalho (a noturna costuma dar mais consequências); ambientes estressantes ou insalubres; pouca autonomia; desorganização, e Pessoais – ansiedade; idealismo, empolgação (quanto mais envolvido no trabalho, mais dedicação e, consequentemente, maior a decepção também).

Em geral, é difícil para quem sofre admitir que necessita de ajuda, principalmente por julgar que essa atitude levaria a um certo fracasso diante dos desafios profissionais. No entanto, não dá para ignorar os sinais citados acima, além dos sinais do corpo, como dores de cabeça, gastrite, tontura, falta de ar, insônia, palpitações, irritabilidade, dificuldade de concentração e desânimo. Forçar a capacidade do corpo e mente pode resultar em consequências gravíssimas.

É igual atividade física, o corpo precisa de descanso. Com o trabalho é a mesma coisa. É preciso dar descanso para a mente, até para aumentar a capacidade de trabalho.

Dicas

Em caso de estresse excessivo e contínuo no trabalho, é importante estar atento a essas dicas:

_Identificar o que mais incomoda e tratar a origem do problema, identificar os agentes estressores, mapear as situações e fazer pequenos ajustes no dia a dia, mas que farão grande diferença.

_Conversar com chefe e com colegas.

_Apontar os problemas antes que fiquem insuportáveis.

_Procurar ajuda médica e psicológica.

_E, principalmente, se possível, dar um tempo, descansar. Sair em férias ou tirar uma licença. E quando voltar, voltar com calma ou em outra função.

Não deixar o estresse contínuo tomar conta do dia a dia. Ao sinal de sintomas de estresse excessivo, sendo síndrome de Burnout ou não, é importante procurar ajuda médica.

Dra. Marina Odebrecht Rosa, CRM: 107447 – SP | RQE: 47901. Dr. Moacyr Alexandro Rosa, diretor técnico, CRM: 69816 – SP | RQE: 47876. IPAN – Instituto de Psiquiatria Avançada e Neuromodulação.