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Estimulação magnética como estratégia após ECT

Estimulação magnética transcraniana de repetição como estratégia de manutenção terapêutica após eletroconvulsoterapia: Uma revisão conceitual

Título original: REPETITIVE TRANSCRANIAL MAGNETIC STIMULATION AS A MAINTENANCE THERAPY STRATEGY AFTER ELECTROCONVULSIVE THERAPY: A CONCEPTUAL REVIEW Estimulação magnética transcraniana de repetição como estratégia de manutenção terapêutica após eletroconvulsoterapia: Uma revisão conceitualAutoria: Mercedes Jurema Oliveira Alves

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Resumo

O presente texto faz uma revisão das bases teóricas e dos estudos empíricos disponíveis sobre o uso da estimulação magnética transcraniana de repetição como estratégia terapêutica de manutenção após eletroconvulsoterapia. Há quadros psiquiátricos pouco responsivos a quaisquer tipos de tratamentos, inclusive à eletroconvulsoterapia. O texto mostra que a combinação das técnicas é promissora, porém mais estudos são necessários para se definir as indicações precisas e a eficácia em termos de sustentação da resposta terapêutica.

Introdução

Há quadros depressivos muito graves e refratários aos tratamentos que constituem um desafio para o psiquiatra em sua clínica cotidiana. Estima-se que 50% dos pacientes com depressão não alcançam a remissão após semanas de uso de antidepressivos e várias alternativas de tratamento. Também estima-se que 20% dos pacientes com depressão que não respondem às diversas opções farmacológicas são considerados refratários aos tratamentos1. Depois de avaliar os sintomas residuais e seu impacto na qualidade de vida do paciente e de afastar outros fatores capazes de serem responsabilizados pela persistência da depressão (fatores estressores contextuais, comorbidade psiquiátrica ou clínica e abuso de drogas), urge que se busquem estratégias de resultado.

O aumento da dose do antidepressivo pode não ser satisfatório. Alguns antidepressivos, especialmente os duais, quando retirados, podem provocar síndrome de descontinuação, que é por demais desconfortável, e o médico deve estar atento a essa possibilidade, buscando minimizar o transtorno gerado pela substituição de medicamento.

Faça download para ler o artigo original completo publicado pela Revista Debates em Psiquiatria – Jul/Ago 2016