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Dr. Moacyr - IPAN

Dr. Moacyr – IPAN

A estimulação magnética transcraniana (EMTr) e a eletroconvulsoterapia (ECT) são tratamentos distintos, porém, com algumas semelhanças, pois ambos alteram a atividade dos neurônios.

A indicação de um ou outro é avaliada cuidadosamente pelo psiquiatra para que o paciente tenha o melhor para suas necessidades. Lembramos que os profissionais do IPAN são pesquisadores de técnicas de neuroestimulação e possuem experiência internacional nestes tratamentos.

Definição

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Aparelho de EMT

Tanto a EMTr quanto a ECT utilizam técnicas que modulam os neurotransmissores como a serotonina, dopamina, noradrenalina e glutamato, modificam o humor e restabelecem o funcionamento cerebral.

A EMTr utiliza estímulo magnético por meio de uma bobina colocada na cabeça do paciente, com a finalidade de estimular ou inibir áreas específicas do cérebro.

Já a ECT é uma estimulação elétrica do cérebro, que induz disparos rítmicos autolimitados, visando o alívio dos sintomas da doença, principalmente a depressão.



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Aparelho de ECT

Histórico

A nova era da EMTr surgiu em 1985 e, em 2008, seu uso foi aprovado pelo FDA para o tratamento da depressão. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), regulamentou o uso do aparelho em 2007. Em 2012, a EMTr foi aprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

A ECT é um método consagrado e aprovado há mais de 50 anos e com eficácia comprovada por diversos estudos.


Indicações

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Dra. Marina – Universidade de Columbia

A EMTr está aprovada pelo CFM para o tratamento da depressão unipolar/bipolar, esquizofrenia (nas alucinações auditivas), e no planejamento de neurocirurgia.

A principal indicação para ECT é a depressão. A princípio, pode ser realizada em todos os tipos de depressão, porém, é mais utilizada quando há risco de suicídio, refratariedade e catatonia, ou seja, para quadros mais graves. Outras indicações são síndrome neuroléptica maligna, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), esquizofrenia, doença de Parkinson e epilepsia.

Contraindicações

A EMTr é contraindicada para pessoas que sofreram algum tipo de neurocirurgia (com clipe metálico inserido), ou que possuem aparelho biomédico (como marca-passo), e em casos de epilepsia não tratada.

Na atualidade, não há contraindicações para o tratamento com ECT, apenas cuidados especiais em pacientes com lesões cerebrais graves e alterações cardiovasculares instáveis e não tratadas.

Procedimento

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EMTr

As sessões de EMTr são realizadas no consultório médico, com o paciente acordado, confortavelmente sentado em uma poltrona, e apto a ir para casa ao término da sessão.

O tratamento com ECT é realizado em ambiente hospitalar, com anestesia geral, relaxante muscular e todos os equipamentos necessários para garantir uma aplicação segura e tranquila. A sessão dura apenas alguns minutos e o paciente recebe alta logo após o término.

O número de aplicações, tanto para EMTr quanto ECT, não é padronizado e há certo consenso de que não deve ser fixado previamente, pois depende de alguns fatores, como diagnóstico, gravidade, refratariedade, cronicidade, idade, complicações clínicas, tolerância aos efeitos colaterais, entre outros.

A definição do número de sessões é individualizada. Em geral, são indicadas de 15 a 20 aplicações de EMTr e de 6 a 12 sessões de ECT.


Cínica de ECT - IPAN

Cínica de ECT – IPAN

Curso do tratamento

A ECT é aplicada de duas a três vezes por semana, enquanto que a EMTr é aplicada diariamente (com intervalo aos fins de semana).

Após o tratamento inicial, e se houver indicação, é recomendável a manutenção de ambas, reduzindo-se gradativamente as sessões/aplicações conforme acompanhamento médico.

Características técnicas

Os aparelhos de EMTr estimulam o córtex cerebral, já a ECT atinge regiões mais profundas, chegando ao tecido cerebral por meio de estímulos elétricos.

Efeitos colaterais

A EMTr praticamente não possui efeitos colaterais. Algumas pessoas têm dor de cabeça e vermelhidão no local da aplicação, mas estes sintomas melhoram espontaneamente ou com uso de analgésicos comuns. Também podem sentir desconforto no ouvido, em decorrência do barulho produzido pelo estimulador, que pode ser evitado com a utilização de protetores auriculares.

O efeito colateral mais sério da ECT é a perda de memória, no entanto, o uso de técnicas avançadas e modernas praticamente anulou esse efeito. Também são relatados dor de cabeça e/ou muscular e enjoo, que podem ser tratados facilmente.