Como funciona a EMTr?

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Mecanismo de ação da EMT

Por meio de ondas magnéticas, geradas por um equipamento desenvolvido especialmente para a Estimulação Magnética Transcraniana – EMTr é feita a estimulação ou a inibição de áreas específicas do cérebro, com o objetivo de restabelecer o funcionamento cerebral. De uma forma geral, essas ondas magnéticas modulam os neurotransmissores como a serotonina, dopamina, noradrenalina e glutamato, responsáveis por propagar os impulsos nervosos do cérebro e manter o bem-estar.


Quais são as indicações da EMTr?

O CFM (Conselho Federal de Medicina) regulamentou o uso da EMTr e publicou uma resolução determinando o uso exclusivamente por médicos, nas seguintes situações:
– Depressão unipolar;
– Depressão bipolar;
– Esquizofrenia (nas alucinações auditivas).

A EMTr é indicada em depressões leve e moderada. Pode ser utilizada em quadros refratários, recorrentes e intolerantes aos efeitos colaterais das medicações.

Pode estar indicada em outros transtornos mentais quando há um quadro depressivo associado.

No entanto, cada caso deve ser avaliado separadamente e com muita cautela.


Quais são as contraindicações da EMTr?

A EMTr é contraindicada em alguns casos:

  • Pessoas que sofreram algum tipo de neurocirurgia (com clipe metálico inserido na cabeça);
  • Pessoas que possuem aparelho biomédico (como marca-passo);
  • Em casos de epilepsia não tratada.

No entanto, cada caso deve ser avaliado separadamente pelo médico psiquiatra.

Quais são os efeitos colaterais da EMTr?

A EMTr apresenta poucos efeitos colaterais e costuma ser bem tolerada pelos pacientes, os mais comuns são:

  • Dor de cabeça, desconforto e vermelhidão no local da aplicação, que costumam ser leves e de melhora espontânea. Algumas casos, precisam de analgésicos;
  • Desconforto no ouvido, em decorrência do barulho produzido pelo estimulador, mas este pode ser evitado com a utilização de protetores auriculares.

Existe algum tipo de cuidado especial com a EMTr?

Não, durante o tratamento com EMTr as atividades rotineiras dos pacientes podem ser seguidas normalmente, como trabalhar, estudar, se exercitar etc. Logo após a sessão, a pessoa pode retornar com suas atividades rotineiras. 

Qual é a eficácia da EMTr?

Em primeiro lugar, é preciso dizer que a eficácia da EMTr está relacionada a diversos fatores, como por exemplo: diagnóstico, indicação correta, número adequado de sessões e aplicação correta da técnica. Além disso, as particularidades de cada caso, como o nível de gravidade, cronicidade e refratariedade, também influenciam diretamente na eficácia deste tratamento. 

A EMTr é tão eficaz quanto qualquer outro antidepressivo e está estimada entre 50 a 70% dos casos, sendo mais eficaz para casos leves, moderados e pouco refratários. Entretanto, cada caso deve ser avaliado individualmente.

Como é feito o tratamento de manutenção da EMTr?

Quando há resposta positiva com a EMTr, recomenda-se a manutenção das aplicações com redução gradual na frequência, que pode ser semanal, quinzenal ou mensal, conforme avaliação e indicação.

Pode associar EMTr com Medicações?

Em geral, as medicações podem ser continuadas ao longo das sessões. A EMTr costuma potencializar o efeito terapêutico das medicações e esta associação costuma ser utilizada. No entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente.

A EMTr é segura?

Sim, a EMTr é um tratamento seguro. Porém, é importante ser realizado por médicos especialistas, como determina a resolução do CFM.

Existem complicações com a EMTr?

O que inspira cuidados na prática da EMTr é o risco da indução de convulsões. No entanto, quando o tratamento é realizado por médicos especialistas este risco é minimizado.

Como funciona o reembolso pelos convênios?

Parte dos convênios e operadoras de saúde concede reembolso para tratamento de EMTr a pacientes diagnosticados com depressão unipolar ou bipolar e esquizofrenia (nas alucinações auditivas). Para solicitar o reembolso, consulte as condições de seu convênio.

O IPAN tem parceria com o convênio Omint e Green Life. Para saber mais informações, entre em contato conosco.

Para outras informações, consulte os links abaixo ou obtenha informações na Associação Médica Brasileira ou no site da ANS – Agência.

• RESOLUÇÃO NORMATIVA CNHM Nº 013/2013 AOS MÉDICOS, HOSPITAIS E ENTIDADES CONTRATANTES