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Localização frontomedial de eletrodos na Eletroconvusloterapia – ECT: relato de caso

Trabalho apresentado pela equipe IPAN no XXXI Congresso Brasileiro de Psiquiatria que acontece em Curitiba, 23 a 26 de outubro, 2013.

Discussão:  Esta nova localização está baseada na ideia de que a desregulação em circuitos corticolimbicos está implicada na fisiopatologia da depressão.

Este posicionamento acima do násio e no vértice pode fazer com que a corrente elétrica alcance estruturas mais profundas, o que poderia ter implicações terapêuticas se considerarmos que essas estruturas subcorticais afetam o funcionamento cerebral, o funcionamento dos neurotransmissores e a regulação neuroendócrina.

Este novo posicionamento de eletrodos foi eficaz em nosso paciente e com poucos efeitos colaterais. Nossa impressão clínica foi de que o paciente teve rápida recuperação, não apresentando qualquer tipo de quadro confusional após as sessões.

Outro fator que pode ter contribuído para o menor prejuízo cognitivo foi o uso de uma corrente elétrica mais baixa (0.5 A). Tem sido cada vez mais aceito que de todos os parâmetros elétricos, a corrente elétrica favorece o melhor controle sobre o volume do tecido neuronal que é diretamente ativado pelo estímulo dado.

Portanto, a região cerebral ativada foi suficiente para desencadear uma crise convulsiva, utilizando-se  corrente elétrica mais baixa em relação à convencional, resultando em uma carga total mais baixa.

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