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As melhores práticas da Eletroconvulsoterapia

Dr. Moacyr Alexandro Rosa, diretor do IPAN, ministra palestra no XXXVI Congresso Brasileiro de Psiquiatria.


A Palestra fala sobre o uso da Anestesia em eletroconvulsoterapia (ECT): do choque a seco ao tratamento otimizado!


A Eletroconvulsoterapia (ECT) é um tratamento indicado para casos de depressão, principalmente quando as medicações não surtiram efeito ou quando há excesso de efeitos colaterais. Outras circunstâncias incluem gestação (pois muitas medicações podem fazer mal para o embrião/feto), ou quando há risco de suicídio.

Saiba mais sobre ECT!

O tratamento é feito em ambiente hospitalar, com anestesia geral rápida (sedação), que dura de 5 a 10 minutos. Não há nenhum desconforto ou dor, e o paciente tem alta no mesmo dia.

A ECT tem um alto índice de eficácia e segurança, mas a técnica é incompreendida e confundida com tratamentos antiquados e dolorosos, principalmente porque, no passado, era conhecida como “eletrochoque”. Nos anos 50, com a descoberta de remédios, houve um declínio na sua utilização. No entanto, até o momento, nenhuma medicação se igualou, em eficácia, à ECT, e essa limitação dos medicamentos só faz crescer o interesse pelo tratamento.

A técnica tem se aprimorado ao longo dos tempos. Em 1959, foi introduzida a anestesia durante o procedimento. Nos anos 70, foram desenvolvidos aparelhos que permitem controle preciso da carga fornecida, e também houve a inserção da oxigenação, de relaxantes musculares e monitoração detalhada das funções vitais.

Estima-se que, por ano, mais de 50 mil pessoas recebam ECT nos Estados Unidos. No Brasil não há dados precisos, mas a técnica tem sido amplamente utilizada nos mais conceituados hospitais do país. O método é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina e pela ANVISA.

O preconceito e a falta de informação não podem nos impedir de reconhecer a eficácia, segurança e capacidade de salvar vidas da ECT, principalmente em transtornos nos quais outras intervenções tiveram pouco ou nenhum efeito.

Dr. Moacyr Alexandro Rosa, diretor técnico, CRM: 69816 – SP | RQE: 47876. Dra. Marina Odebrecht Rosa, CRM: 107447 – SP | RQE: 47901. IPAN – Instituto de Psiquiatria Avançada e Neuromodulação.