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Dr. Moacyr Rosa, diretor do IPAN, foi palestrante no Simpósio Internacional de Neurociências da ABP. O tema abordado foi a Eletroconvulsoterapia (ECT) nos Transtornos de Humor e seus efeitos cognitivos.

A Eletroconvulsoterapia (ECT) é um tratamento extremamente eficaz, seguro e é indicado para casos de depressão. Geralmente é utilizado quando as medicações não surtiram efeito ou quando há excesso de efeitos colaterais das mesmas. Outras circunstâncias incluem gestação (pois muitas medicações podem fazer mal para o embrião/feto), ou quando há algum tipo de risco iminente para o paciente (ideação suicida, por exemplo).

Uma das maiores preocupações com a ECT é a perda de memória. Em alguns casos, a depressão, por si só, pode estar acompanhada de profundas alterações cognitivas, podendo até, apresentar semelhança com quadros demenciais. Nestes quadros, a ECT pode ser responsável por uma importante melhora da memória.

As alterações de memória induzidas pela ECT variam de acordo com vários fatores, como: tipo de onda utilizado para o estímulo (menor alteração com ondas de pulso breve e ultrabreve), intensidade do estímulo, número e frequência de aplicações (quanto menor a intensidade, o número e a frequência, menos alterações), técnica utilizada (a ECT bilateral promove muito mais efeitos cognitivos que a unilateral), idade do paciente (idosos são mais sensíveis), e, por fim, presença ou não de disfunção cerebral preexistente. Em outros casos pode haver esquecimento, principalmente de fatos ocorridos próximos às aplicações. No entanto, isto se resolve após o término do tratamento.

Dr. Moacyr Alexandro Rosa, diretor técnico, CRM: 69816 – SP | RQE: 47876. IPAN – Instituto de Psiquiatria Avançada e Neuromodulação.

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