“A Estimulação Magnética salvou minha vida”, Martha Rhodes. Livre da depressão, paciente de EMTr lança blog e livro sobre sua jornada

Este depoimento não é de uma paciente do IPAN, mas é importantíssimo para todos que querem saber mais sobre os efeitos da EMTr.

Dra. Marina com Martha Rhodes

Dra. Marina com Martha Rhodes – ISEN, Nova York – USA , 2014

Martha Rhodes foi uma executiva do alto escalão das principais agências de propaganda de Nova York, ela lutava contra a depressão todos os dias para conseguir sair de casa e ir trabalhar. Hoje, é uma entusiasta da Estimulação Magnética Transcraniana (EMTr), método que ela garante ter salvado sua vida. No depoimento abaixo ela conta como chegou ao limite em um tentativa de suicídio e hoje está com sua vida reconstruída e ajudando outros pacientes com depressão. Seu blog e experiência também viraram livro, o original pode ser conferido Aqui!

Uma mensagem pessoal de Martha Rhodes

Eu gostaria de compartilhar minha experiência com o tratamento de Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), do inglêsTranscranial Magnetic Stimulation (TMS).

A EMT teve um importante papel em salvar a minha vida e as vidas de mais de 12.000 pessoas que sofrem de depressão.

Martha Rodhes

Martha Rodhes

A minha história pode parecer inacreditável e assustadora, mas é verdadeira.

Mesmo me sentindo triste nos dias mais felizes da minha vida, eu tive sucesso na minha carreira profissional como executiva de alto escalão em uma das maiores agências de publicidade de Nova York – EUA. Sou bem casada há 37 anos, e tenho dois filhos incríveis. Essa é a boa notícia. Aqui é a má notícia: Com o que parecia ser uma vida perfeita, ninguém poderia ter ficado mais surpreso do que eu por acabar no pronto-socorro de um hospital, por causa de uma tentativa de suicídio com remédios e álcool.

Em 1990, fui diagnosticada com depressão e tomei antidepressivos. Mas, depois de muitos anos de tratamento, eu não sabia que eles tinham parado de funcionar. Eu não conseguia entender por que eu queria morrer quando eu tinha tanta coisa boa acontecendo.

Depois da minha tentativa de suicídio, eu tentei uma variedade de medicações por vários meses e nada ajudou. Na verdade, eu me senti pior do que quando eu comecei o tratamento, tentando encontrar o caminho, ou uma combinação de comprimidos, que iria funcionar. Ou eles eram ineficazes ou os efeitos colaterais eram intoleráveis. Eu estava com medo, frustrada e sem esperança.

O meu lema até aquele momento tinha sido seguir em frente, esconder minha tristeza, e “apenas continuar!”. Eu tinha uma poderosa “máscara” que eu usava. Minha carreira de sucesso foi uma prova disso. Infelizmente, minha máscara perdeu a força com a piora da depressão. Meu cérebro não conseguia produzir a química suficiente para manter a minha saúde mental.

Eu vivia em um mundo onde não havia como escapar da preocupação diária, da auto-mutilação e de uma tristeza persistente.

Eu vivia em um mundo onde eu ria quando, na verdade, eu queria me debruçar em lágrimas, fingindo ser feliz. Meu marido sabia da minha depressão e se sentia frustrado por não poder me ajudar.

Eu vivia em um mundo onde eu me sentia culpada por, simplesmente, não conseguir me sentir bem, porque minha cabeça não funcionava e eu sentia medo constante por ter perdido a vontade de viver.

Então, um milagre aconteceu. Através de uma revista, descobri a EMT. O anúncio dizia o seguinte: “tratamento da depressão sem medicamentos”. Eu fiz uma consulta com um psiquiatra para me informar e ver se era indicado para o meu caso. O veredicto foi “sim”.

3,000 Pulses Later, livro de Martha Rodhes

3,000 Pulses Later, livro de Martha Rodhes

Inicialmente eu estava com receio sobre esta nova técnica, mas depois de ver alguns resultados de pesquisas e também saber que a EMT é aprovada pelo FDA, eu fiquei confiante e segura. Isto me tranquilizou muito.

E fiquei surpresa ao descobrir o quão simples era o tratamento com EMT. Eu relaxei em uma poltrona confortável, podia ouvir música ou assistir TV. Uma bobina foi colocada no lado esquerdo da minha cabeça que produzia pulsos magnéticos por quatro segundos, com intervalo de 26 segundos e assim por diante durante trinta e sete minutos, em um total de 3000 pulsos por sessão.

Inicialmente o tratamento foi de cinco dias por semana, durante seis semanas. Agora vou uma vez por mês para tratamento de manutenção, sem quaisquer antidepressivos.

Mas a melhor parte sobre a EMT é: não tenho efeitos colaterais. Não tive dor de cabeça, dor de barriga, desorientação. Não há necessidade do uso de sedativos ou anestesia. Dirijo normalmente e vou para meus compromissos. Perco menos de 45 minutos com o tratamento. A manicure / pedicure leva o mesmo tempo, se não mais!

No começo, eu me questionava se a EMT iria mesmo funcionar. Perguntei a mim mesma: “Como será possível que um estímulo magnético parecido com um pica-pau batendo na minha cabeça possa levar toda essa tristeza e sofrimento embora?”

Tomar um comprimido todos os dias é algo tangível. Você vê, engole e sabe que ele está indo para a corrente sanguínea e fazendo seu efeito. A EMT é muito mais discreta, quase misteriosa. Pode ser invisível e não-invasiva, mas a ciência e a minha experiência pessoal provam que funciona!
Por volta da minha 20 ª sessão, eu acordei um dia de manhã sem aquele sofrimento “UGH!”. Este sofrimento era mil vezes pior do que aquele sentimento de: “Eu não queria que fosse segunda-feira e não queria trabalhar! ” Sensação essa que eu chamo de “náusea emocional”.

Vi uma luz no fim do túnel como se eu tivesse sido retirada de um buraco negro.

Comecei a cantar enquanto dirigia, me sentia mais otimista, voltei a ligar para os meus amigos, sair para jantar, e eu realmente voltei a sorrir. Minha energia aumentou, me sentia cheia de vida e incrivelmente bem.

Estou aliviada e agradecida por existir um tratamento eficaz, não-medicamentoso que é aplicado diretamente na minha cabeça e não afeta o resto do meu organismo. Eu não só voltei a viver, mas ganhei um recomeço. Sinto-me mais viva e alegre agora do que antes. E o mais importante, eu descobri que realmente vale a pena viver!

Martha Rhodes

Executiva, Nova York- EUA, 2014