Eu posso declarar que estou de bem com a vida, até eu me desconheço! Não tenho mais aquele kit terror de sentimentos e reações!

Meu nome é V. M., tenho 49 anos, sou casada, mãe de dois filhos, uma menina com 25 anos e um menino de 12 anos, resido na cidade de São Caetano do Sul, trabalho na área da Educação, exercendo a função de Assistente em uma Universidade.

Há muitos anos, convivi neste parâmetro terrível, a princípio imaginava que dentro do contexto do dia a dia, o que sentia era reflexo de preocupações, problemas, estress, mas com a persistência dos sintomas, como choro excessivo, tristeza, sensibilidade, sentimento de solidão, vontade de ficar deitada no silêncio e no escuro, irritabilidade, ansiedade, fadiga, cefaléia, impaciência, intolerância, insegurança, consumismo excessivo, era centralizadora, egocêntrica, desequilibrada, neurótica, perfeccionista, briguenta, sem vontade de conversar e com dificuldade de relacionamento com outras pessoas, por mais que tentasse não conseguia me sentir feliz, causando dentro da minha própria família, medo, discussões, distanciamento, um convívio sufocante e triste para todos.

Buscando informações através da internet para entender essa confusão de sentimentos, que me arruinavam a cada dia, pois tudo isso refletia na minha saúde não só mental, mas física também, a cada momento surgia um diagnóstico médico por conta de dores pelo corpo, e com essa variação de humor diariamente, pensei além de depressiva, sou também Bipolar, mesmo sendo evangélica, e pedindo muito para Deus a cura, tinha certeza que precisa de ajuda profissional, não que Deus não seja capaz de curar, mas existem os profissionais guiados por Ele para nos ajudar.

Nunca procurei nem um profissional da área da saúde, como neurologista, psiquiatra, terapeuta, psicólogo, para falar do assunto, quando de repente uma pessoa comentou sobre o IPAN, pesquisei através do site, lí todas as informações que ali constam, através dos depoimentos, currículos dos profissionais, sempre reconheci que precisava de ajuda, mas que não seria em qualquer lugar e com qualquer profissional, pois eu tinha a convicção que eu não queria um tratamento que mascarasse o problema, não queria viver dopada, mas que tratasse o foco que está gerando todas essas reações, conversei com meu esposo que me deu total apoio, pois sabia o quanto isso estava refletindo na minha vida em particular e em nossa família.

Cheguei ao IPAN em setembro de 2013, a Drª Marina, me recebeu, muito receptiva e simpática, acolhedora, me ouviu, me ajudou a expor os meus sentimentos, explicou o que estava acontecendo e diagnosticou realmente uma depressão, gerada por um histórico de vida e situações ao decorrer de vários anos, além das orientações, fui medicada e retornei agora, nov/13, após 2 meses de tratamento, totalmente diferente, posso dizer que hoje sou outra pessoa, a medicação não causou nenhuma reação contrária, foi de efeito rápido, é necessário continuar com o tratamento, pois cada pessoa tem um diagnóstico e um tempo para ser tratada, isso não me preocupa, o meu bem estar faz com que hoje eu consiga discernir o que é prioridade e necessidade, ser coerente para tomar decisões e resolver situações, não tenho mais aquele kit terror de sentimentos e reações, até o meu tom de voz, permite o equilíbrio de falar sem exaltação, dizem que o corpo fala, o meu me diz que está ótimo, meus filhos e meu marido dizem que não me reconhecem, que estão felizes, e eu posso declarar que estou de bem com a vida, até eu me desconheço.

O meu desejo é que pessoas possam ler meu depoimento, se fortalecerem através da coragem, atitude, da busca pela própria vida, gerando a saúde não só a si própria como prioridade, mas também as outras pessoas que vivem ao seu redor.

Não deixe que o preconceito em relação a profissionais da área como a Drª Marina e sua equipe, que através de estudos e descobertas a nosso favor, nos colocam a disposição o privilégio de conhecer o IPAN, e principalmente de nos ajudar a resgatar e fazer renascer o ser humano que Deus criou, com o propósito de sermos plenamente felizes.

A todas as pessoas que encontraram no IPAN e na amizade da equipe, mais um motivo para a sua existência.

V.M., 49 anos,

V.M., 49 anos

Auxiliar administrativo, São Caetano do Sul, 2013