É comum passar por momentos de medo e traumas, mas nas pessoas que sofrem de Transtorno do Estresse Pós-traumático (TEPT) o pavor ganha uma dimensão descomunal. Isso porque o transtorno se caracteriza por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais, que se manifestam após o indivíduo vivenciar ou testemunhar atos violentos ou situações traumáticas que representaram ameaça à sua própria vida ou de outros.

Nos episódios do transtorno há a lembrança da situação traumática, que não se restringe ao nível cognitivo, mas engloba o nível emocional e o paciente pode sentir novamente o medo que sentiu. Os ataques são frequentes à noite e podem estar associados a sintomas depressivos.

Essa recordação, conhecida também como revivescência, desencadeia uma série de alterações neurofisiológicas e mentais, por isso o TEPT é uma condição complexa e, muitas vezes, incompreendida. Alguns grupos, como os combatentes de guerra, por exemplo, são muito pesquisados, assim como pessoas expostas a medo excessivo: vítimas de violência, de calamidades naturais ou que estiveram expostas a situações de risco, como sequestros.

O abordagem do TEPT mais recomendada é a combinação de medicamentos com o acompanhamento psicoterápico.

Dra. Marina Odebrecht Rosa, CRM: 107447 – SP | RQE: 47901. Dr. Moacyr Alexandro Rosa, diretor técnico, CRM: 69816 – SP | RQE: 47876. IPAN – Instituto de Psiquiatria Avançada e Neuromodulação. Todos direitos reservados. O texto pode ser usado desde que a fonte seja citada.

Referências:

  • American Psychiatric Association (APA). Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-V. 5th ed. APPI – American Psychiatric Association / John Scott and Company; 2013.
  • Benjamin J. Sadock, Virginia A. Sadock and Pedro Ruiz. Kaplan and Sadock’s Comprehensive Textbook of Psychiatry. LWW; Ed.: Tenth, 2 Vol, 2017.