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Vicio em Jogos - IPAN

Vício em jogos: a diversão que pode se transformar em compulsão e transtorno mental

É comum ao andar pelas ruas, e mesmo ao circular por transportes ou locais públicos, nos depararmos com pessoas completamente absortas em seus smartphones, com fones de ouvido, jogando! A prática pode ser um excelente passatempo, no entanto, se o ato se tornar compulsivo, pode indicar a presença de um transtorno mental.

É o que afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS), através da última revisão do manual de classificação de doenças, que qualifica a compulsão por jogos virtuais como uma condição de saúde mental, atestando que cerca de 3% dos jogadores já podem ser considerados viciados. Uma classificação que pode ajudar governos, familiares e profissionais de saúde a se manterem vigilantes e mais preparados para identificar os sinais do problema.

Segundo a OMS, a proposta de classificar o vício em jogo como um transtorno de saúde mental foi aceita com base em evidências científicas, assim como na crescente necessidade e demanda por tratamentos em muitos países. Na Inglaterra, por exemplo, já existe uma clínica de reabilitação para tratar crianças e jovens com vício em internet e videogames, mas ainda é uma das primeiras do gênero no mundo.

Outras entidades como a Associação Americana de Psiquiatria, nos Estados Unidos, ainda não consideraram o distúrbio do jogo como um novo problema de saúde mental. Entre os motivos para a não classificação, está a necessidade de mais pesquisas e testes clínicos que a justifiquem. Ainda assim, a associação não contradiz os resultados das pesquisas publicadas até agora. Para Mark Griffiths, pesquisador do conceito de transtorno de jogo há 30 anos, a nova classificação pode ajudar a legitimar o problema e fortalecer as estratégias de tratamento. Ele afirma que o número de jogadores viciados é menor que 1% e que a maioria provavelmente apresenta problemas subjacentes, como depressão, transtorno bipolar ou autismo.


Preocupação familiar

Diante desse quadro, torna-se imprescindível observar o comportamento de crianças, adolescentes e jovens, mas vale salientar que, mesmo passando muitas horas na internet ou jogando com frequência, esses indivíduos não necessariamente são portadores de algum transtorno ou clinicamente viciados. Para a maioria, os jogos estão relacionados a entretenimento e novidade, como no caso do ‘Pokemon Go’, que foi uma febre entre a população mundial durante o seu lançamento, mas que hoje já não é tão jogado.

Essa classificação da OMS, embora extremamente relevante, não pode inquietar pais e responsáveis desnecessariamente ou estigmatizar os jogadores, mas deve soar como um alerta, já que crianças, adolescentes e jovens não costumam buscar ajuda por conta própria. Um dos principais sinais de existência do vício é perceber se os videogames interferem nas funções diárias da pessoa, como nos estudos, na socialização ou mesmo no trabalho. Se isso estiver acontecendo, talvez seja hora de buscar ajuda.


Tratamentos indicados

Aqui no IPAN os vícios em jogos costumam ser tratados com psicoterapia. O desenvolvimento de uma relação terapêutica, que envolve a comunicação e a criação de um diálogo entre paciente e psicanalista por meio de técnicas cognitivas e comportamentais, trabalha a superação de pensamentos negativos ou de comportamentos desajustados, auxiliando o paciente a se libertar do vício em jogos.

Em alguns casos, pode também ser necessário o uso de medicamentos para um tratamento mais eficiente conforme a indicação, resposta e evolução do paciente.

Esteja sempre atento e sensível aos comportamentos de seus filhos, afilhados e entes queridos. A tecnologia faz parte do nosso tempo, e é até considerada uma forma de inserção social. O problema é quando ocorre justamente o contrário, ou seja, quando, por conta da tecnologia, o indivíduo apresenta sinais de reclusão, agressividade e falta de interesse pela própria vida. Daí sim, é hora de buscar ajuda profissional.


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