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Estimulação magnética transcraniana repetitiva na depressão

Trata-se de um artigo publicado na Revista de Psiquiatria Clínica no qual o Dr. Moacyr Rosa, fundador do IPAN, escreve a respeito do uso da EMTr (Estimulação magnética transcraniana repetitiva) na depressão.

Resumo:

A estimulação magnética transcraniana (TMS) é uma nova tecnologia que promete ser um tratamento para transtornos psiquiátricos. Ela foi aplicada de uma forma experimental em uma vasta gama de condições. A evidência atual sugere um efeito antidepressivo importante. Neste artigo são revistos e comentados os principais estudos nos quais foi utilizada a TMS para depressão. Um grande número de estudos em animais e estudos clínicos introdutórios sugere que a TMS de repetição com alta freqüência (FF-rTMS) tem uma ação antidepressiva. Houve oito estudos cegos controlados com simulação. Dois destes estudos não mostraram evidência de efeito antidepressivo. Em um deles, poucos pulsos podem ter sido fornecidos, de tal forma que o estímulo ativo eventualmente foi inadequado. Em outro, a estimulação simulada possivelmente foi ativa. Todos os outros seis estudos demonstraram uma ação antidepressiva para o tratamento ativo. Houve duas comparações cegas entre FF-rTMS e eletroconvulsoterapia (ECT). Em uma delas, a FF-rTMS demonstrou ter um efeito antidepressivo próximo ao da ECT. Em outra, apesar de ser o resultado derivado de uma subanálise, a FF- rTMS teve um efeito antidepressivo igual àquele da ECT, para depressão maior não-delirante.

“Estimulação magnética transcraniana na depressão”. Moacyr Alexandro Rosa, Marcolin MA, Pridmore S. Rev de Psiquiatria Clínica, v.29, n.2, 2002.

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