32017fev

Há um tipo de estresse, muito comum nos dias de hoje, causado por estresse crônico ocupacional, com sintomas físicos e emocionais que envolvem, principalmente, atividades ligadas ao trabalho. Trata-se da síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional. Suas principais características são estado de tensão emocional e estresse crônicos, que se manifestam especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.

A síndrome está associada ao estresse, mas também a fatores divididos em duas categorias: Organizacionais – jornada de trabalho (a noturna costuma dar mais consequências); ambientes estressantes ou insalubres; pouca autonomia; desorganização, e Pessoais – ansiedade; idealismo, empolgação (quanto mais envolvido no trabalho, mais dedicação e, consequentemente, maior a decepção também).

Em geral, é difícil para quem sofre admitir que necessita de ajuda, principalmente por julgar que essa atitude levaria a um certo fracasso diante dos desafios profissionais. No entanto, não dá para ignorar os sinais citados acima, além dos sinais do corpo, como dores de cabeça, gastrite, tontura, falta de ar, insônia, palpitações, irritabilidade, dificuldade de concentração e desânimo. Forçar a capacidade do corpo e mente pode resultar em consequências gravíssimas.

É igual atividade física, o corpo precisa de descanso. Com o trabalho é a mesma coisa. É preciso dar descanso para a mente, até para aumentar a capacidade de trabalho.

Dra. Marina Odebrecht Rosa, CRM: 107447 – SP | RQE: 47901. Dr. Moacyr Alexandro Rosa, diretor técnico, CRM: 69816 – SP | RQE: 47876. IPAN – Instituto de Psiquiatria Avançada e Neuromodulação.