O que é o Transtorno de Ansiedade Generalizada?

Quando os níveis de ansiedade começam a interferir no dia a dia, pode ser um motivo de preocupação, pois, na verdade, esse é o principal sintoma do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Como o próprio nome sugere, trata-se de um estado ansioso extremo, constante e desproporcional, muitas vezes sem uma justificativa aparente.




Quais são os sintomas do TAG?

Dentre os principais sintomas do TAG, destacam-se: preocupação excessiva e ansiedade extrema, de forma constante e de difícil controle, sendo acompanhados por, pelo menos, três dos seguintes sintomas: inquietação psicomotora, alterações do sono, dificuldade de concentração, cansaço, irritabilidade e tensão muscular. Além disso, outros sintomas podem estar associados, tais como: sudorese, palpitação, falta de ar, aperto no peito, dor de cabeça, tremores nas mãos, entre outros.

Além do grau de ansiedade ser extremo, desproporcional e até mesmo injustificado, causa grande sofrimento e prejuízos pessoal,  familiar, social e profissional das pessoas acometidas pelo transtorno. Em geral, o TAG se comporta de maneira recorrente e variável, ou seja, as pessoas têm épocas de melhora e piora.


Quais são as causas do TAG?

As causas do TAG são desconhecidas, mas fatores ambientais e eventos traumáticos parecem predispor o desenvolvimento deste transtorno. Além disso, pesquisas apontam fatores genéticos envolvidos. Na maior parte dos casos, trata-se de uma somatória de eventos ao longo do tempo e, em algumas pessoas, não é possível identificar o fator causador.

O TAG acomete pessoas de todas as idades, sendo mais comum em mulheres e na população jovem, mas também pode atingir as pessoas mais idosas, principalmente quando há associação de outros problemas de saúde.


Como reconhecer o TAG e quando buscar ajuda?

Quando a ansiedade e a preocupação começarem a interferir no dia a dia, é hora de buscar ajuda. Acima de tudo, é fundamental reconhecer o sofrimento e aceitar ajuda. Através das queixas apresentadas e da avaliação médica, o TAG é identificado. Alguns exames podem ser necessários para afastar outras doenças envolvidas, mas não há exame específico para detectar o TAG.


TAG! O que fazer?

Aprender a relaxar, praticar atividades físicas, ter uma alimentação saudável, organizar a rotina, priorizar as coisas importantes, não se sobrecarregar, ter momentos de lazer, são dicas que podem ajudar no controle do TAG. Além disso, é recomendado o acompanhamento de um médico psiquiatra aliado ao uso de medicamentos, que podem ser ansiolíticos (calmantes) e antidepressivos. Os antidepressivos podem ter um efeito ansiogênico inicial – causarem certa ansiedade que, em geral, deve ser aliviada assim que o efeito terapêutico surgir. Além dos medicamentos, a associação da psicoterapia também pode se apresentar de forma benéfica, principalmente para identificar se existem fatores emocionais precipitantes ou que intensificam os sintomas do transtorno.

Dra. Marina Odebrecht Rosa, CRM: 107447 – SP | RQE: 47901. Dr. Moacyr Alexandro Rosa, diretor técnico, CRM: 69816 – SP | RQE: 47876. IPAN – Instituto de Psiquiatria Avançada e Neuromodulação.

Referências:

American Psychiatric Association (APA). Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-V. 5th ed. APPI – American Psychiatric Association / John Scott and Company; 2013.

Benjamin J. Sadock, Virginia A. Sadock and Pedro Ruiz. Kaplan and Sadock’s Comprehensive Textbook of Psychiatry. LWW; Ed.: Tenth, 2 Vol, 2017.